Montreal: Como ser feliz na francesa canadense

Hoje eu quero dividir minha experiência de viagem em Montreal. O Canadá foi o primeiro destino internacional da minha jornada e eu deveria escrever sobre Toronto, que é onde passei dois meses estudando, trabalhando, amando e sendo grata. Mas eu não estou preparada para escrever sobre Toronto.

Eu decidi ir para Montreal na semana do meu aniversário e esse foi o melhor presente que eu poderia ter me dado (como se essa viagem de volta ao mundo não fosse por si um dos maiores presente da minha existência, né?).

Peguei um ônibus saindo de Toronto, pois foi a forma mais barata que encontrei de ir até a provícia mais francesa do Canadá: Quebéc. Foi em Montreal que tomei coragem para me hospedar pela primeira vez usando a plataforma Couchsurfing.

Passei três dias perambulando pela cidade. Fiz um free walking tour e pude aprender um pouco sobre a história do lugar. Mas essa parte eu não vou contar aqui, porque tem centenas de sites de viagens por aí, além da Wikipedia. Momento sincerona!

De qualquer modo, fica a dica: em todas as cidades que tenho passado existem tours grátis a pé. Não é exatamente grátis, porque alguém (geralmente um historiador ou estudante de história) se dispõe a compartilhar seu conhecimento com um grupo de turistas e é no mínimo educado contribuir com uma gorjeta.

O que eu queria contar sobre Montreal é que eu comecei a ficar atenta às infinitas possíbilidades que o Universo te abre quando você entra em movimento e começa a olhar ao seu redor.

O que fazer em Montreal? Ser feliz!

Ao colocar minha viagem para Montreal pública no site do Couchsurfing eu recebi o convite de um canadense para acompanhar um pequeno grupo de viajantes em um tour noturno. O Andrew estava hospedando três rapazes em sua casa: um sueco, um francês e um russo. Uma garota chinesa e outra sueca se juntaram a nós e fomos conhecer a St Joseph Church e o Mont Royal, que deu origem ao nome da cidade. Isso foi na noite do meu aniversário.

Aniversário em Montreal
Couchsurfers na noite do meu aniversário em Montreal – 13/06/18

Depois do passeio no carro do Andrew, fomos ao restaurante La Banquise, point obrigatório para quem deseja provar uma boa Poutine, prato canadense tradicional. Após o jantar fomos todos para a casa do canadense tomar algumas cervejas. Lá eu eu tive meu “parabéns pra você” em cinco idiomas diferentes: Inglês, francês, russo, chinês e sueco. É claro que dei minha colaboração cultural cantando em português.

Essa foi a segunda viagem realmente sozinha da minha jornada. Assim como em Caraíva, eu não conhecia absolutamente ninguém na cidade. E como deu para perceber, você nunca está completamente sozinha.

Além desse grupo, eu estava dividindo a sala do meu anfitrião com uma moça do Uzbequistão. Ela me levou para uma aula de Bachatta, uma dança tradicional da República Dominicana que é bastante popular entre os canadenses. Além disso, na manhã do meu aniversário tomamos café com nosso host no Mercado Jean Talon. Os mercados são meus lugares favoritos para visitar por onde eu passo.

Viagem e sentimento

O que eu senti em Montreal? Tudo o que você pode imaginar. Euforia, gratidão, ansiedade, alegria, dor, saudade. Caminhando pelas ruas da cidade sozinha, eu pensei muito em tudo o que eu estava vivendo naquele período. O que tudo aquilo estava tentando me ensinar?

Em Montreal eu comecei a perceber a importância da liberdade. A minha liberdade e a liberdade de quem se aproxima de mim. Foi em Montreal que comecei a perceber os meus apegos. Não foi de uma hora para a outra e acredito que o processo de desapego nunca vai terminar. Mas reconhecer isso foi um passo importante para mudar alguns padrões de comportamento.

Por fim, Montreal me conquistou, já que era primavera e a temperatura estava bem amigável. O inverno deles tem muita neve e os termômetros podem registrar até -20°C. Provalvemente eu não teria gostado tanto de Montreal se tivesse visitado a cidade durante a estação mais fria. Tinha que ser na primavera e eu sou grata por ter sido assim.

 

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